sábado, 15 de outubro de 2011

Branquinho, o guardanapo vaidoso - Dia Mundial da Alimentação

Pratinha era uma colherzinha de sopa que a cozinheira lá da escola colocava dentro de um saquinho de papel, juntamente com os outros talheres e um guardanapo, quando servia as refeições aos meninos.
Mas Pratinha não achava piada nenhuma! Afinal que graça tinha ser fechada dentro de um saco? Numa dessas ocasiões, entre o burburinho das brincadeiras e o choro de algumas crianças, e enquanto esperava que alguém abrisse o saquinho, interrogou os outros habitantes do saquinho de papel:
_ Quem será que nos vai tirar hoje? Será a menina dos totós?
_ Espero que não! Disse Dentolas, o garfinho.
_ Porque não? Perguntou Fininha, a faquinha.
_ Oh, porque ela está sempre zangada, nunca quer comer! – Explicou Dentolas, o garfinho.
O guardanapo Branquinho, que ouvia atentamente a conversa, comentou:
_ Que interessa quem nos vai tirar daqui? Eu quero é sair desta prisão! Quero ver

Olhinhos sorridentes, boquinhas esfomeadas e mãozinhas delicadas…
Pratinha escutava aquelas palavras e timidamente comentou:
_ Eu sou quase sempre a última a ser utilizada, fico lá dentro muito sossegadinha, à espera, pacientemente, enquanto os meninos dizem: “Não gosto de sopa!” Diz um. “Não quero sopa!” diz outro. “Quantas colheres tenho ainda de comer?” pergunta ainda outro. Espero, espero, mas passado um bom bocado, os olhos sorridentes olham para mim, as boquinhas esfomeadas abrem-se, e as mãozinhas delicadas pegam em mim. E mesmo sendo a última a ser utilizada, também sou muito importante!
_ Importante sou eu! Disse Branquinho o guardanapo.
_ És?! Porquê?! Perguntaram todos ao mesmo tempo.
_ Porque limpo tudo o que vocês sujam: as boquinhas, as mãozinhas e vejo como as caras sorridentes ficam felizes porque já comeram e já podem ir brincar! Por isso, sou eu o mais importante! Disse o Branquinho com muita vaidade.


_ Importantes somos todos nós! - Retorquiu Dentolas o garfinho. Todos nós ajudamos as crianças a crescer e a alimentarem-se de forma saudável!
Pratinha, a colherzinha, ralhou com o amigo:
_ Não deverias ser tão vaidoso, todos nós temos uma missão a cumprir!
O Branquinho encaracolou-se um pouquinho e acrescentou muito envergonhado:
_ Se calhar fui um pouco vaidoso mas vocês têm razão. Na verdade dependemos todos uns dos outros.
_ Muito bem Branquinho, aprendeste a lição. Na nossa sociedade todos temos o nosso lugar e a nossa importância! Disse Pratinha com satisfação!
E no meio desta discussão, eis que se abriu o saquinho de papel e todos em coro gritaram:
_ Oh não! É a menina dos totós!!!

Escrito por Maria do Céu Lourenço, Assistente Operaional do CE N.º2

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares



A propósito da comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, foram realizadas no Centro Escolar N.º 2 do Agrupamento Vertical Fernando Casimiro Pereira da Silva inúmeras sessões no sentido de contribuir para a formação dos utilizadores da BE e que teve como público-alvo todas as turmas do 1.º Ciclo.
Após uma apresentação das regras de utilização da BE, os nossos pequeninos utilizadores

visionaram um powerpoint retomando as principais etapas da história das bibliotecas e divulgando os serviços propostos pela BE e respetiva amostra do seu espólio.
Num segundo momento da visita, e após a distribuição do Guia de Utilizador, procedeu-se à apresentação das zonas funcionais da BE assim como a sua organização.
A par de uma sensibilização para a importância da leitura nas suas várias vertentes que se procurou constante, as sessões contaram ainda com actividades de promoção da leitura. Assim, e atendendo ao facto de que a vinda dos alunos do 2.º ano coincidiu com o Dia Mundial da Alimentação estes ouviram contar a história “A Lagartinha Comilona” de Eric Carle acompanhada pelo respectivo visionamento em powerpoint. Os alunos tiveram ainda a oportunidade de construir uma colorida lagarta e pintar fichas sobre a mesma história.

Já os alunos do 3.º ano visionaram o filme de animação “A Menina que odiava livros” baseado na obra de Manjusha Pawagi, após o qual se debateu a mensagem veiculada pelo filme.



Os alunos do 4.º ano visionaram o livro digital feito a partir de O Incrível rapaz que comia livros de Oliver Jeffers, e que muito impressionou os mais pequenos. Muitos ficaram com vontade de fazer como o Henrique, começar por saborear uma palavra, depois uma frase, e quem sabe até um livro inteiro! Esta verdadeira metáfora sobre o prazer da leitura ensina-nos que não há um caminho fácil para o conhecimento nem para o sucesso. Se almejarmos ser, como o Henrique, a pessoa mais esperta do mundo, teremos mesmo de saborear os livros na nossa mente e guardar os novos conhecimentos na gaveta da nossa memória e nos recantos sinuosos do nosso coração.


Os alunos participaram ainda num jogo em que tiveram de alimentar o Henrique com livros específicos. A sobremesa do Henrique consistiu no Livro com Cheiro a Chocolate de Alice Vieira.
Todos os amiguinhos da BE receberam também um marcador de livros alusivo ao Escritor do Mês.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Os nossos alunos ou o esplendor de Portugal




No mês de Outubro, e guardando em mente a missão prioritária da Biblioteca de apoiar o desenvolvimento curricular, foram levadas a cabo no Centro Escolar N.º 2 diversas iniciativas sobre a Implantação da República em Portugal.
Deste modo, nas turmas do 3.º e 4.º anos, foram realizadas sessões interativas sobre este período determinante para a história do nosso país. As sessões iniciram-se com a apresentação de um PowerPoint sobre o contexto político e social que conduziu à queda da Monarquia e à instauração de um novo regime em Portugal. Após esta atividade inicial, os alunos tiveram a oportunidade de, através de jogos interativos online, e por conseguinte de forma lúdico-pedagógica, consolidar os seus conhecimento. As atividades incluíram palavras cruzadas, puzzles, questionários de resposta múltipla, pintura digital de bandeiras, entre outras. As sessões serviram ainda para identificar e conhecer os símbolos da República: a Bandeira Portuguesa, o Hino Nacional e o Presidente da República.
Como preparação para as referidas atividades foi ainda dinamizada pela Biblioteca Escolar uma exposição sobre esta temática que incidiu sobre as razões da queda da Monarquia, a ação do partido republicano e as principais diferenças entre os dois sistemas políticos. Também, e é de louvar, O Professor Américo Barbosa que leciona o 4.º ano, realizou uma exposição sobre a Revolução Republicana.
O momento mais marcante foi no 3.º F quando, após a realização de um jogo em que os alunos tinham de completar o Hino Nacional com as palavras em falta, começou a tocar o Hino Nacional. Imediatamente todos os alunos se levantaram e, com a mãozita sobre o peito, entoaram com inocente orgulho a canção que se chamava então “A Portuguesa”.
No mês de Outubro, e guardando em mente a missão prioritária da Biblioteca de apoiar o desenvolvimento curricular, foram levadas a cabo no Centro Escolar N.º 2 diversas iniciativas sobre a Implantação da República em Portugal.
Como preparação para as referidas atividades foi ainda dinamizada pela Biblioteca Escolar uma exposição sobre esta temática que incidiu sobre as razões da queda da Monarquia, a ação do partido republicano e as principais diferenças entre os dois sistemas políticos.
Também, e é de louvar, O Professor Américo Barbosa que leciona o 4.º ano, realizou uma exposição sobre a Revolução Republicana.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Muitas Línguas, uma só voz!

A comemoração do Ano Europeu das Línguas foi uma iniciativa que partiu da União Europeia e do Conselho da Europa em 2001. Desde então o dia 26 de Setembro é consagrado às línguas europeias. Os objetivos desta celebração são muito claros: sensibilizar o público para o plurilinguismo na Europa, cultivar a diversidade cultural e linguística e incentivar as pessoas a aprenderem línguas, dentro e fora do contexto escolar.
A União Europeia, de que Portugal faz parte, possui um imenso património linguístico: 23 línguas oficiais e mais de 60 línguas regionais ou minoritárias, além das línguas faladas pelas pessoas de outros países e continentes que vivem na Europa.


Na Biblioteca do Centro Escolar n.º 2 decidimos aliarmo-nos a essa celebração, até pelo facto de termos como alunos crianças que nasceram em outros países ou são descendentes de cidadãos de outras nacionalidades que não a portuguesa. Para isso convidámos estes alunos a escreverem, se possível com a ajuda dos Encarregados de Educação, a seguinte frase “Ler é um prazer”. Para além da vertente pedagógica que a atividade encerrou - a consciência precoce da diversidade linguística, a familiarização com conceitos tais como fronteiras, naturalidade, nacionalidade, emigração e imigração, entre outros -, a mesma procurou subliminarmente contribuir para a aceitação do outro e o desenvolvimento de sentimentos de tolerância entre povos e culturas em redor de um bem precioso que não conhece fronteiras geográficas ou linguísticas: a leitura!


De facto, nunca será demais comemorar a diversidade linguística e fomentar a aprendizagem das línguas, sobretudo porque as línguas são um dos fundamentos da construção europeia. De igual modo, numa sociedade tão globalizada como aquela em que vivemos, o domínio de línguas estrangeiras pressupõe mais possibilidades de encontrar um emprego e por conseguinte melhores condições de vida.
No dia em que foram expostas as fotografias dos nossos amiguinhos da Biblioteca, ouviram-se imediatamente risinhos e exclamações de surpresa. Também houve narizes torcidos. Uma aluna debruçada sobre a língua ucraniana observou perplexa o complexo alfabeto cirílico. Um menino do pré-escolar que vinha acompanhado pelo avô, puxou-o pelo braço e disse: “Esta sou eu!” enquanto apontava para a bandeira de Portugal.
A lição do dia 26 de Setembro é muito clara. Apesar de dispormos de muitas línguas, falamos a uma só voz: Ler é um prazer!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

“Cada leitor é um mundo, cada livro uma aventura”


Decorreu na primeira semana de aulas, mais propriamente no dia 16 de Setembro, a apresentação da Biblioteca Escolar do Centro Escolar n.º 2 aos alunos do Pré-escolar e do 1.º ano. Os alunos foram recebidos com um desafio: descobrir qual a profissão descrita num poema de José Jorge Letria e que rezava assim: Vivo cercado de livros/sem ter melhor companhia/ pois aquilo que os habita/ é o que me dá alegria. Outros versos cantavam: Nas prateleiras eu guardo/ o romance e a poesia/ do amor que tenho aos livros/ faço o pão de cada dia. Um aluno do Jardim de Infância surpreendeu com a sua resposta pronta: Bibliotecária!
Os alunos tiveram ainda a oportunidade de conhecer as regras de comportamento e de utilização da Biblioteca Escolar. De seguida foi dada a conhecer de forma simplificada a organização da Biblioteca por cores e números de acordo com as regras de classificação decimal universal.
Todos os alunos conheceram ainda “O Escritor do Mês” uma das rubricas mensais da Biblioteca Escolar, que em Setembro elegeu Alice Vieira. Inigualável ao nível da literatura infanto-juvenil, a autora conta com mais de trinta anos ao serviço da escrita. Rosa, minha irmã Rosa e sobretudo a coleção dos livros com cheiro captaram a atenção dos nossos visitantes.
E claro que a vinda destes nossos pequenos leitores teria de ser brindada com uma sessão de leitura inaugural. Assim, e no âmbito do Projeto de animação de leitura “Ler em dias de…” contou-se com voz doce “ A entrada para o Jardim-de-Infância” da coleção Pé ante pé. O impacto afetivo que rodeia a entrada no jardim de infância é incontornável. Procurou-se deste modo abordar o problema percorrendo as rotinas que poderão ser fonte adicional de conflito para as crianças, como a alimentação e o sono. Assim, as crianças foram convidadas a apontar comportamentos não adaptativos como o choro, o isolamento, na perspetiva de quem já os conseguiu ultrapassar. O livro aponta ainda os objectos de transição, a fraldinha, o peluche favorito, nos quais as crianças projetam uma enorme carga afetiva e que serve para estabelecer a ponte entre a casa e a escola. Também, o facto de a história apresentar uma estruturação do tempo em sequência é essencial para a aquisição da leitura e da escrita, já que dela dependem a memória intelectual e a compreensão leitora.
Da mesma forma, para os alunos que entraram agora para o primeiro ano do 1.º Ciclo, igual fonte de ansiedade para muitos alunos, foi utilizada a estratégia de conduzir a exploração da história no sentido de serem os leitores, num registo lúdico-pedagógico, a identificarem comportamentos desadequados ao contexto escolar. Através de uma leitura dramatizada, foi narrada a história dos premiados autores Tony Ross e Jeanne Willis: Odeio a escola! É sem dúvida uma história fantástica e divertida, cheia de peripécias e muita muita imaginação e que, segundo uma “professora primária devidamente identificada”, é “Um livro maravilhoso, que li de uma assentada!”… Assim, a narração de “era uma vez uma menina que não gostava de aprender, o seu nome era Ana Rita e queria ver a escola a arder…” divertiu a plateia e quem a contou!
Os alunos foram ainda brindados com um marcador de livros que esperamos que sirva também para marcar nas suas memórias o prazer da leitura, dando-se assim os primeiros passos conducentes à meta primordial de toda e qualquer biblioteca: a formação de leitores!