quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Apresentação do Projeto SOBE nas BEs do AVFCPS

A Direção-Geral da Saúde, o Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares estabeleceram um protocolo de colaboração no âmbito da prevenção da saúde oral em Portugal, formalizado pelo projeto SOBE - Saúde Oral, Bibliotecas Escolares, ligando a saúde oral, a literacia e as Bibliotecas Escolares – que pretende chegar a, aproximadamente, um milhão de crianças e respetivas famílias.

Após a divulgação do Projeto por parte da Coordenadora Interconcelhia junto dos Professores Bibliotecários, que por sua vez reuniram com os Professores e Educadores do Agrupamento a fim de delinear estratégias para integrar a saúde oral nos projetos da escola e reforçar a ideia de que para além de ser um conteúdo transversal, a educação para a saúde é muito mais eficaz quando integrada de forma natural nas atividades normais da sala de aula em vez de ser apresentada fragmentada ou mencionada apenas na presença de profissionais da saúde oral, todas as Bibliotecas Escolares do Agrupamento Vertical Fernando Casimiro Pereira da Silva receberam um magnífico Kit SOBE.

O Kit foi já disponibilizado a toda a comunidade educativa e nele se podem encontrar para além de kits de escovagem, livros, cartas, CDs áudio, bem como guias de utilização para Professores e Educadores. De acordo co próprio site do Projeto SOBE, este “não é um simples conjunto de materiais para ficar esquecido numa estante da Biblioteca, não é uma caixa de escovas de dentes, nem um conjunto de "brinquedos" sobre saúde oral! O "Kit" SOBE é uma filosofia e um desbloqueador de projetos e ideias, é um "post-it" gigante para que os Jardins Infantis, as escolas, professores, educadores, alunos e pais se lembrem que a saúde oral é fundamental para a qualidade de vida...todos os dias. O conjunto de materiais que compõe o Kit pretende suscitar a vontade dos estudantes e os educadores para explorarem o mundo da saúde oral, de forma autêntica, com meios divertidos e favorecendo o cruzamento de vários domínios de competência e de conhecimentos. O objetivo final do projeto é permitir aos alunos e aos professores que, com pretexto no desenvolvimento deste programa de saúde oral, adquiram motivação extra para aprender e praticar a linguagem, a leitura, a escrita e as capacidades matemáticas e criativas.”




A apresentação deste Projeto inovador esteve a cargo do Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares – SABE- e realizou-se nos dias sete de fevereiro de 2013 no Centro Escolar N.º 2; catorze de fevereiro de 2013 na EBI Fernando Casimiro Pereira da Silva; e no dia 15 de fevereiro de 2013 no Centro Escolar Poeta Ruy Belo para turmas do 2.º e 3.º anos de escolaridade. A atividade começou com uma discussão sobre quais os cuidados a ter com a higiene oral e a sua importância para a saúde, após O Peixe do copo de dentes que queria nadar no mar de António Laranjeira. Com ilustrações cativantes, este livro recomendado pelo PNL e destinado a leitura autónoma e/ou leitura com apoio do professor ou dos pais, consiste numa deliciosa aventura sobre um menino que decide libertar o peixinho que vive no seu copo de dentes para que ele possa gozar o direito de ser livre.
o que se seguiu a animação do livro

O terceiro momento desta atividade consistiu na redação em pequenos grupos de histórias relacionadas com a temática da saúde oral com base nas personagens e localização espacial indicadas pelas cartas que também integram os Kits.






Relembramos que a DGS adquiriu 350.000 kits de Higiene Oral para distribuir pelas escolas e jardins- de-infância que tenham projetos de saúde oral, principalmente para aquelas instituições onde os alunos escovam os dentes diariamente nas suas instalações. Também, é bastante fácil participar neste projeto. Basta criar um projeto de escovagem dos dentes no jardim de infância ou escola, submeter essa ideia através do formulário que encontra na Bolsa de Projetos do site http://www.sobe.pt/ e aguardar pela resposta da DGS. Os projetos devem ter um parceiro da área da saúde pública (ACES, Centro de Saúde, ARS).


No site do Projeto SOBE, famílias, profissionais da saúde e da educação são convidados a explorarem o site, usarem os seus materiais, aderirem aos projetos, e levarem a saúde oral para dentro da sala de aula, uma vez que “Os alunos são elementos catalisadores das mensagens de promoção da saúde para os membros da família. E as escolas podem assumir a liderança na criação dessas mensagens para a visualização de saúde oral como parte integrante do processo de crescimento e aprendizagem dos estudantes".

Contribuir para o incremento da literacia dos nossos alunos e muni-los de competências e informação para uma melhor integração na sociedade atual são assim prioridades das Bibliotecas Escolares mas também de todos os Profissionais de Educação.
 
E claro, a escovagem de dentes na escola é Seguro, Oficial, Barato e Eficaz!

 
Confiram aqui as histórias criadas pelos alunos do 2.º B do AVFCPS:

Grupo 1:
 


Era uma vez uma menina que andava a saltar a corda. Esta menina chamava-se Mariana. Gostava muito de comer coisas doces: chocolates, gomas, bolos, pastilhas, gelados, rebuçados, smarties, e por isso andava com uma grande dor de dentes. A menina estava no jardim e chorava e chorava e chorava, até que apareceu uma linda FADA DOS DENTES com umas grandes asas:

_ O que tens minha menina?_ Perguntou a Fada dos dentes.

_ Tenho uma grande dor de dentes! – Respondeu a menina.

_ Eu vou ajudar-te. Vou dar-te este dentífrico mágico que veio da floresta e lá dentro há uma substância mágica que se chama flúor.

A menina começou a lavar sempre os dentes com a pasta mágica e a limpar bem os dentes com o fio dental. Sentiu-se muito bem da boca e fui brincar para a floresta com a dona da floresta que se chamava Flora.

E a partir daí começou a comer vegetais e fruta e muita água.

 
Moral da história: Devemos lavar os dentes depois das refeições e devemos evitar comer doces.

 Grupo 2:



O coelho foi até ao palácio e encontrou o ratinho, e na entrada do castelo encontrou o colutório mágico. O ratinho ofereceu o colutório mágico ao coelho. O coelhinho experimentou o colutório mágico e os seus dentes ficaram fortes e saudáveis. A partir desse dia passou a usar sempre o colutório mágico.

Vitória, vitória, acabou-se a história.

 Grupo 3:

 
 
Era uma vez um menino chamado Luís que entrou numa gruta e encontrou um monstro que estava preso. O monstro assustou-se e tentou sair da gruta mas o menino encontrou uma escova que era mágica, lançou um feitiço e o monstro saiu. O monstro agradeceu ao menino.

O Luís e o monstro ficaram amigos para sempre.
           Vitória, vitória, acabou-se a história
 

 Confiram aqui as histórias criadas pelos alunos do 3.º C do AVFCPS:


O terrível monstro verde

Era uma vez um terrível monstro verde com muito pelo, de um só olho, dois grandes chifres brancos, e uma grande bocarra para comer dentinhos de leite. O monstro vivia numa gruta muito mal cheirosa que havia no interior de dente de um menino.
Um dia veio uma fada dos dentes e encheu a gruta com um elixir mágico chamado colutório. O monstro derreteu e os dentes do menino voltaram a ficar todos brilhantes e branquinhos.
“Se não gostas de monstros doentes, lava os dentes”.

História de Micael, Hugo, Katiya, António e Beatriz


Uma grande dor de dentes


Num dia de sol um menino chamado Filipe foi comprar muitos doces e ficou cheio de dores de barriga e, como se não bastasse, ficou cheio de dores de dentes. Entretanto encontrou o Ratinho Dentinho que lhe disse que na Floresta havia uma Escova Mágica que estava escondida na toca de uma raposa.
O Filipe e o dentinho foram à procura da toca da raposa e quando lá chegaram viram a Escova Mágica a brilhar. O Filipe pegou na escova e lavou os dentes. Como que por magia ficou com os dentes brancos e brilhantes e a dor tinha passado.

 História de Diogo, Catarina, Daniel, Mário, Maria de Fátima e Beatriz.

O dentífrico Mágico

Era uma vez uma menina chamada Inês que vivia num palácio nas nuvens. A Inês tinha um coelhinho chamado Dentuças. Um dia o seu coelhinho acordou com uma grande dor de dentes. Depois a Inês foi buscar o dentífrico mágico e deu-o ao Dentuças. O coelhinho lavou logo os seus dentes, e como o dentífrico era mágico, o Dentuças ficou logo sem dor de dentes.

A partir deste dia o coelhinho lavou sempre os dentes com o dentífrico mágico e nunca mais teve dores de dentes.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Semana SeguraNet- de 4 a 8 de fevereiro de 2013

A Internet é um lugar fantástico onde podes falar com gente de todo o mundo e fazer novos amigos, aprender coisas sobre determinados assuntos e passar momentos divertidos mas que também encerra perigos vários.
Para poderes beneficiar de todas as vantagens da Internet, é fundamental que a utilizes em segurança.

Nesta semana em que se alerta para a segurança na Internet, aconselhamos-te a visitar o site da Seguranet, disponível em http://www.seguranet.pt/alunos.
A Seguranet foi criada com o objetivo de promover uma utilização esclarecida, crítica e segura da Internet, quer pelas crianças e jovens, quer pelas famílias, trabalhadores e cidadãos no geral.

No site da SeguraNet podes encontrar muita informação e atividades sobre a utilização segura da Internet.

Jogos SeguraNet para o 1.º Ciclo

Clica nesta imagem e testa aqui os teus conhecimentos sobre Segurança na Internet!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

IV Concurso Cartas de Amor - de 14 de Janeiro a 4 de Fevereiro!

 
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos, 21-10-1935

Consultem aqui as normas de participação:




Concurso para a criação de um logótipo - até 22 de Fevereiro de 2013

Está em curso a formalização da criação da Rede de Bibliotecas do Concelho de Rio Maior, cujo protocolo de cooperação deverá ser assinado brevemente pelos diretores dos parceiros aderentes. A rede concelhia deverá ter uma imagem institucional e uma plataforma digital em linha, com informação diversa e com o catálogo coletivo dos fundos documentais disponíveis.
 
Para associar a esta estrutura um logótipo, a Rede Concelhia lançou um concurso público aberto a todos os interessados e cujo prazo de entrega dos trabalhos, termina no dia 22 de fevereiro de 2013.
 
Relembramos que ao melhor trabalho será atribuído prémio constituído por 4 entradas na Feira das Tasquinhas de Rio Maior e por um vale de compras no valor de 100 €, na papelaria Feti, em Rio Maior.

Consultem aqui o Regulamento.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os sete magníficos!

Um especial agradecimento aos monitores do Centro Escolar N.º 2 pela sua colaboração sobretudo na organização e no apoio aos utilizadores da BE.


domingo, 16 de dezembro de 2012

TOP Leitor e TOP Livros - 1.º Período 2012 / 2013

Acender um sonho!

Nos dias cinco e treze de dezembro de 2012, seis turmas do primeiro ciclo do Centro Escolar Poeta Ruy Belo e do Centro Escolar N.º 2 brincaram com fósforos na Biblioteca ...

Acalmem-se os nossos leitores, pois os fósforos que estiveram nas mãos dos nossos alunos não continham pólvora mas o poder extraordinário de deixar atrás de si uma esteira de poeira luminosa apenas visível no coração imaculado das crianças e apenas nesta época mágica do ano.

Com o objectivo explícito de levar os alunos a experimentar um espetro vasto de emoções e sentimentos como a comoção e a empatia e despertá-los para problemáticas de grande acuidade social tais como a pobreza, a desestruturação no seio familiar ou a exclusão social, foram dinamizadas várias sessões de promoção do livro e da leitura intituladas: “Natal na Biblioteca".
 
A obra escolhida foi a muito comovente história de "A menina dos fósforos" do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, tendo a mesma servido de ponte para uma reflexão conjunta do que podemos fazer, enquanto cidadãos, para evitar a pobreza, a indiferença pelo sofrimento do outro e combater outras chagas sociais.
No final da narração os alunos foram convidados a riscar um fósforo e a acender um sonho ou a visão de um mundo melhor. As visões que assombraram os nossos pequenos leitores foram no mínimo surpreendentes. Enquanto muitos se viam a enfeitar uma lindíssima árvore de Natal na companhia de familiares, outros vislumbraram cenas mais inusitadas. Houve alunos que, de olhos fechados e fósforo encostado à cabeça, conseguiram ouvir o clamor da multidão a chamar por eles enquanto marcavam golo no maior estádio do mundo. Um outro aluno sentia-se voar por cima de um campo de flores infinito onde estavam muitas crianças a rir.
 
Num mundo que a par da perda progressiva dos bens materiais assiste a um declínio de valores morais, e onde se torna cada vez mais difícil sonhar, contamos com as crianças para ensinarem aos mais velhos que nós não somos o que possuímos, apenas possuimos o que somos!
Independentemente das nossas origens, dos bens que acumulámos, apenas valores imateriais nos podem definir enquanto pessoas. 
Se tivermos de caminhar descalços sobre a neve, recordemos as riquezas das quais nada nem ninguém jamais nos poderão expoliar: a nobreza da alma, a honestidade dos sentimentos e, acima de tudo, a força do espírito!
 
Feliz Natal meninos e meninas! Nunca se esqueçam de sonhar, e se um dia mais tarde, quando já não acreditarem em fósforos mágicos, tiverem dificuldade em fazê-lo, releiam esta história com final trágico mas capaz de inundar com poesia o nosso imaginário.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cair no Infinito- The flying Books of Mr. Lessmore

No dia 29 de outubro e ainda a propósito das comemorações do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, os alunos do 4.º G do Centro Escolar N.º 2 foram convidados pela BE a aventurarem-se pelos caminhos inusitados da leitura através do visionamento do filme The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore.

Este maravilhos filme de animação, que teve como fontes de inspiração o furação Katrina, Buster Keaton, O Feiticeiro de Oz, e claro o amor pelos livros, é uma criação dos galardoados autores William Joyce e Brandon Oldenburg, e constitui uma poética e confrangedora alegoria sobre os poderes curativos da leitura.
 
Vencedor de um Oscar em 2012, usa uma grande variedade de técnicas de animação (miniaturas, animação computorizada, animação em 2D) num estilo híbrido que nos transporta para o cinema mudo e o musicais technicolor da MGM.

Simultaneamente antiquado e inovador, o filme ilustra a capacidade de o ser humano se elevar e se transcender através dos livros que poisam nas nossas vidas e enriquecem a partitura da nossa existência.
Leiam aqui os melhores interpretações deste hino à leitura.
 
Levar os livros pela mão
Era uma vez um senhor chamado Lessmore. Ele era escritor mas passado algum tempo veio uma ventania que levou casas e pessoas e espalhou as letras doo livro que o Sr. Lessmore andava a escrever.
O Sr. Lessmore foi parar a outro mundo. Ele foi parar a um sítio onde apareceu a antiga bibliotecária que lhe deu um livro. Esse livro levou-o a uma biblioteca onde havia livros que voavam e tocavam piano. No final do dia ele foi-se deitar num livro. De manhã, os livros acordaram-no, vestiram-lhe o casaco e a camisola. De seguida ele deu cereais de letras aos livros. O livro levou o Sr. Lessmore a um livro doente. Aí o Sr. Lessmore tornou-se médico de livros e logo a seguir ele foi para o laboratório onde o livro ajudante lhe disse para começar a ler o livro doente. Ele foi lendo o livro e o livro foi ficando melhor até que ressuscitou.
Ele ficou bibliotecário e as pessoas começaram a ir buscar livros à sua biblioteca e a levá-los pela mão. Quando O Sr. Lessmore ficou idoso e acabou a sua carreira, os livros puseram-no mais novo e levaram-no para o céu.
José Pedro Henriques da Luz – 4.º G
Os livros fazem-nos voar
Era uma vez um Sr. chamado Lessmore e que era escritor. Um dia houve um furacão e os livros ficaram sem letras nenhumas, as casas viradas do avesso, e as coisas desorganizadas. Ele ia a andar na rua quando viu uma fada dos livros e lhe deu um. Esse livro levou-o a uma casa dos livros – biblioteca- e o Sr. Lessmore ficou a viver lá e dormia em cima de um livro.
Um livro velho, quase despedaçado, ao tentar voar, ficou sem folhas. Então ele fez a sua recuperação. Ele passou a cuidar dos livros todos os dias como um pai.
Passado algum tempo ele começou a ser bibliotecário e as pessoas começaram a requisitar livros. E ele, também passado algum tempo, acabou de escrever o seu livro. Já era idoso e morreu mas os livros deram-lhe a vida infinita na parede da biblioteca. A história recomeça quando uma menina vai de novo à casa dos livros.
Os livros são mágicos, fazem-nos voar. Essa é a mensagem da história.
João Esteves – 4.º G
O céu dos livros
 
Era uma vez um senhor escritor chamado Morris Lessmore. Ele estava um dia sentado na sua varanda a escrever livros quando chegou uma enorme tempestade e destruiu a sua cidade.
Depois da tempestade ele foi passear pela cidade destruída onde encontrou um anjo dos livros a voar. Um livro chegou ao pé do Senhor escritor e disse-lhe para partir com ele. Quando Lessmore chegou onde o livro o mandara, entrou numa biblioteca e encontrou milhares de livros.
Depois de alguns anos o Senhor Escritor passou a ser bibliotecário e foi ficando idoso, e tal como o outro anjo, foi para o céu dos livros. Chegou depois uma menina e aconteceu-lhe exatamente o mesmo.
Moral da história: o que há nos livros pode sempre ser realidade.
Laura Rebelo Lourenço 4.º G
Um Pai para os livros
O senhor Morris Lessmore era um escritor mas, de repente, apareceu um ciclone e ele foi parar a um mundo desconhecido onde tudo o que lá havia de pessoas que não liam livros eram a preto e branco.
O senhor Morris Lessmore encontrou então um amigável personagem que o conduziu até uma biblioteca de livros voadores onde encontrou um livro danificado e tornou-se numa espécie de médico dos livros. Ele tentou tudo o que podia até que o amigável personagem lhe disse para ler o livro estragado e esse livro ficou como novo.
Ele no resto dos dias era como um pai para os livros e então ficou a envelhecer e a envelhecer, e quando acabou de escrever a sua biografia, os livros deram-lhe a eternidade.
Moral da história: Na tua imaginação tudo é possível.
João Cordeiro – 4.º G
O Deus dos Livros
Tudo começou com um homem que estava a habitar num hotel. De repente veio uma tempestade que acabou por levar o homem que se chamava Lessmore. Ele estava a escrever um livro mas como o vento era muito forte, levou-lhe as letras e o livro também voou.
O Lessmore foi atrás do livro enquanto voava e o livro foi parar a uma casa onde o Lessmore o foi buscar. Quando a tempestade acalmou, a casa caiu no chão e o Lessmore também porque a porta da casa se abriu.
O homem foi para outra dimensão e foi parar a uma biblioteca onde havia livros vivos e o Lessmore ficou amigo deles.
Lessmore, naquela biblioteca teve várias profissões que foram médico dos livros, bibliotecário e escritor. Ele gostava dos livros como os livros dele.
À medida que foi trabalhando naquela biblioteca foi envelhecendo. Quando chegou ao seu ponto de velhice, os livros puseram-no novo e tornaram-no num deus dos livros.
E depois veio uma menina para ficar com o cargo do Sr. Lessmore.
Alexandre Romanov Agostinho – 4.º G
Os livros ganham vida
Era uma vez um senhor que se chamava Morris Lessmore que estava na varanda de um hotel a escrever no seu livro. Entretanto veio um furacão que levou tudo para longe. Tudo começou a voar e os livros do Senhor Lessmore voaram para muito longe.
Logo a seguir ao furacão aterrou num lugar onde as pessoas estavam a preto e branco. Ele pegou no seu livro que tinha perdido todas as suas frases e na sua bengala, e quando estava a passear por aquele lugar encontrou uma menina que estava a voar com livros e lhe deu um dos seus livros.
O livro mandou-o seguir até que chegaram a uma biblioteca onde havia livros a voar. O livro amigo do Sr. Lessmore tocou uma música e eles dançaram.
O Sr. Lessmore começou a cuidar dos livros. Até leu um livro que estava a desfazer-se e o livro ganhou vida. Entretanto foi ficando idoso e acabou a história do seu livro. Os livros voadores fizeram-no ficar mais novo e ele voou como a menina que voava com livros.
Foi então uma menina à Biblioteca e ela começou a viver e a conhecer a história daquela Biblioteca.
Eu aprendi que os livros ganham vida!
Thamyres Azevedo 4.º G
 A fada dos livros
Era uma vez um homem chamado Lessmore. Ele era leitor de grandes textos. Ele estava num hotel quando de repente veio um furacão gigante e o furacão levou tudo pelos ares. Abriu-se um buraco negro e levou tudo para outro mundo, o mundo dos livros.
Aí ele foi procurando pessoas até que encontrou uma fada dos livros. Ela deixou com ele um livro voador. O livro levou-o a uma biblioteca onde havia livros vivos. Eles andavam e voavam. Os livros ensinaram-lhe a vida da fada dos livros e ele lá foi aprendendo, até que um dia de manhã ele encontrou um livro que estava meio morto. Então ele fez de médico e salvou-o. Ele foi dando livros às pessoas até ficar muito velho mas os livros fizeram-no novo. Quando ele se foi embora veio logo outra menina e tudo voltou ao princípio.
João Nunes 4.º G

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Dia da Biblioteca Escolar

“Não haverá outra forma de incentivar a criança para a leitura senão a de proporcionar-lhe desde o início da aprendizagem, leitura de prazer. Aprender a ler é, em muitos casos, um tempo penoso – letras que formam sílabas, sílabas que formam palavras, palavras que formam frases, frases que enformam sentidos… Para que esse tempo seja de regozijo pessoal para o pequeno leitor e ele passe a entender a leitura como algo mais do que uma aritmética de sílabas, há que demonstrar-lhe que a leitura é o prolongamento da fala e da alegria de ouvir contar, do ouvir ler.”

Quem melhor do que António Torrado saberia descrever a nossa demanda enquanto técnicos e amantes do livro? Indubitavelmente somos a caixa de ressonância natural da partitura musical inscrita em cada livro. Também segundo esta Sheherazade dos tempos atuais: “Cada história guarda a voz de quem a contou ou leu, a que vai acrescentar-se a voz de quem pela primeira vez vai desvelá-la, descobri-la, lê-la.”
Saber ler é uma técnica. Deixemo-la para a sala de aula. Amar ler é um vírus contagioso impregnado de paixão que nos compete inocular precocemente na Biblioteca. Já dizia Danniel Pennac que o verbo ler não suporta o imperativo. É uma aversão que compartilha com outros: o verbo amar… o verbo sonhar.
Ler não pode ser reduzido a uma simples aquisição de mecanismos lecto escriturais. Ler fomenta a descoberta do mundo envolvente e interior. No coração da história, todos os possíveis podem ser experimentados. Os livros para crianças são utensílios feitos à sua medida a partir dos quais elas confrontam as suas vidas com as histórias e aprendem a pensar por si próprias. Nada nem ninguém poderá impedir o sujeito leitor de poder pensar em liberdade. A literatura resiste a todos os poderes ditatoriais, por muitos livros que se queimem ou censurem.

Evitar a pedagogização da leitura e outras preocupações terapêuticas em excesso que podem conduzir à destruição do prazer das crianças em ler continua a ser o denominador comum de todos os que levamos em diante a missão de ajudar a crianças a pensar e a viver o mundo.





Decorreu a primeira formação de utilizadores deste ano letivo para os alunos do Pré-escolar e do 1.º ano do Centro Escolar n.º 2 e para quatro turmas do 1.º Ciclo da EBI Fernando Casimiro Pereira da Silva nos dias 27e 28 de setembro e 8 de outubro de 2012.
Os alunos tiveram ainda a oportunidade de conhecer as regras de comportamento e de utilização da Biblioteca Escolar. De seguida foi dada a conhecer de forma simplificada a organização da Biblioteca por cores e números de acordo com as regras de classificação decimal universal e analisado o Guia do Utilizador da Biblioteca. Todos os alunos tiveram ainda a oportunidade de ficar a par dos concursos implementados mensal e periodicamente e  conhecer melhor uma figura incontornável da literatura infanto-juvenil, Luísa Ducla Soares, que celebra quarenta anos ao serviço da escrita e foi também a autora eleita para “O escritor do Mês”, uma das rubricas mensais da Biblioteca Escolar. 

E claro que a vinda destes nossos pequenos leitores teria de ser brindada com uma sessão de leitura inaugural. Assim, e no âmbito do Projeto de animação da leitura “Ler com Prazer” os pequenos utilizadores da BE vibraram com A Filha do Grufalão de Julia Donaldson e ilustrado magistralmente por Axel Scheffler. A deliciosa e irresistível continuação de O Grufalão, livro vencedor do Prémio Smarties para o melhor livro infantil editado no Reino Unido e do Prémio Blue Peter Award para o melhor livro para ler em voz alta, traz-nos a aventura de uma grufalinha que ignorando os avisos do pai Grufalão se aventura na escura floresta a fim de confirmar a existência do Grande-Rato-Mauzão! Para além de metaforicamente abordar o tema da desobediência infantil e da necessidade de as crianças testarem os seus próprios limites, esta irresistível história também ensina o valor da inteligência sobre a força bruta. De destacar ainda a força das mensagens plásticas que apelam à evasão e ao sonho. 

Já os alunos do 3.º e 4.º anos da Escola sede, assim que espreitaram a capa da obra que iria ser lida, e porque integra o seu manual de português, imediatamente identificaram a belíssima obra de Colin Mcnaughton e Satoshi Kitamura: Era uma vez um dia normal de escola. O que começa por ser uma história banal de um dia normal, igual a tantos outros, em que um rapaz, também como tantos outros, que faz o seu percurso habitual até à escola, como normalmente faz, conhece um desfecho inspirador quando este rapaz normal conhece um professor absolutamente EXTRAORDINÁRIO! Era uma vez um dia normal de escola é um livro imperdível que nos leva à descoberta do imaginário das crianças, através da força inspiradora e poética da música. É também útil para demonstrar de que forma pode um professor inspirar e motivar uma turma inteira. De realçar por último a fusão harmónica entre texto e imagem, em que ambos os suportes ajudam a criança a reconhecer os mecanismos essenciais de descodificação de mensagem escrita relacionando-a com as mensagens visuais. No fim da história, uma menina do 3.º ano explicou: “Pois, foi por isso que no princípio era tudo cinzento e depois de ele conhecer o professor ficou tudo colorido e feliz!”.
Mais uma vez os nossos visitantes foram brindados com marcadores de livros que esperamos que sirvam também para marcar nas suas memórias o prazer da leitura, dando-se assim os primeiros passos conducentes à meta primordial de toda e qualquer Biblioteca: a formação de leitores!

Vejam aqui alguns dos trabalhos resultantes:
 

Era uma vez um dia normal de escola - Recontado pelos alunos do 4.º E do AVFCPS

A Filha do Grufalão - Educadora Paula Germano - CE N.º 2

A Filha do Grufalão - Educadora Amélia - CE N.º 2

A Filha do Grufalão - 1.º B da EBFCPS


A Filha do Grufalão 2.º C EBFCPS

Manuel António Pina (1943-2012)
19 Outubro, 2012


[AOS MEUS LIVROS]

Chamaram-vos tudo, interessantes, pequenos, grandes,
ou apenas se calaram, ou fecharam os longos ouvidos
à vossa inútil voz passada
em sujos espelhos buscando
o rosto e as lágrimas que (eu é que sei!)
me pertenciam, pois era eu quem chorava.


Um bancário calculava
que tínheis curto saldo
de metáforas; e feitas as contas
(porque os tempos iam para contas)
a questão era outra e ainda menos numerosa
(e seguramente, aliás, em prosa).

Agora, passando ainda para sempre,
olhais-me impacientemente;
como poderíamos, vós e eu, escapar
sem de novo o trair, a esse olhar?
Levai-me então pela mão, como nos levam
os filhos pela mão: sem que se apercebam.


Partiram todos, os salões onde ecoavam
ainda há pouco os risos dos convidados
estão vazios; como vós agora, meus livros:
papéis pelo chão, restos, confusos sentidos.
E só nós sabemos
que morremos sozinhos.
(Ao menos escaparemos
à piedade dos vizinhos)



[Poesia, Saudade da Prosa - uma antologia pessoal, Assírio & Alvim, 2011]
Fotografia de Pedro Loureiro