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domingo, 16 de dezembro de 2012

Acender um sonho!

Nos dias cinco e treze de dezembro de 2012, seis turmas do primeiro ciclo do Centro Escolar Poeta Ruy Belo e do Centro Escolar N.º 2 brincaram com fósforos na Biblioteca ...

Acalmem-se os nossos leitores, pois os fósforos que estiveram nas mãos dos nossos alunos não continham pólvora mas o poder extraordinário de deixar atrás de si uma esteira de poeira luminosa apenas visível no coração imaculado das crianças e apenas nesta época mágica do ano.

Com o objectivo explícito de levar os alunos a experimentar um espetro vasto de emoções e sentimentos como a comoção e a empatia e despertá-los para problemáticas de grande acuidade social tais como a pobreza, a desestruturação no seio familiar ou a exclusão social, foram dinamizadas várias sessões de promoção do livro e da leitura intituladas: “Natal na Biblioteca".
 
A obra escolhida foi a muito comovente história de "A menina dos fósforos" do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, tendo a mesma servido de ponte para uma reflexão conjunta do que podemos fazer, enquanto cidadãos, para evitar a pobreza, a indiferença pelo sofrimento do outro e combater outras chagas sociais.
No final da narração os alunos foram convidados a riscar um fósforo e a acender um sonho ou a visão de um mundo melhor. As visões que assombraram os nossos pequenos leitores foram no mínimo surpreendentes. Enquanto muitos se viam a enfeitar uma lindíssima árvore de Natal na companhia de familiares, outros vislumbraram cenas mais inusitadas. Houve alunos que, de olhos fechados e fósforo encostado à cabeça, conseguiram ouvir o clamor da multidão a chamar por eles enquanto marcavam golo no maior estádio do mundo. Um outro aluno sentia-se voar por cima de um campo de flores infinito onde estavam muitas crianças a rir.
 
Num mundo que a par da perda progressiva dos bens materiais assiste a um declínio de valores morais, e onde se torna cada vez mais difícil sonhar, contamos com as crianças para ensinarem aos mais velhos que nós não somos o que possuímos, apenas possuimos o que somos!
Independentemente das nossas origens, dos bens que acumulámos, apenas valores imateriais nos podem definir enquanto pessoas. 
Se tivermos de caminhar descalços sobre a neve, recordemos as riquezas das quais nada nem ninguém jamais nos poderão expoliar: a nobreza da alma, a honestidade dos sentimentos e, acima de tudo, a força do espírito!
 
Feliz Natal meninos e meninas! Nunca se esqueçam de sonhar, e se um dia mais tarde, quando já não acreditarem em fósforos mágicos, tiverem dificuldade em fazê-lo, releiam esta história com final trágico mas capaz de inundar com poesia o nosso imaginário.

sábado, 19 de maio de 2012

Invisível para os olhos



             No passado dia 11 de Maio de 2012, em duas sessões que decorreram na manhã e tarde do mesmo dia, os alunos do 3.º e 4.º anos do Centro Escolar N.º 2 tiveram a oportunidade de participar numa Sessão de Leitura conduzida pela D.ª Nazaré Pestana que teve também um cheirinho de oficina de Braille.

O Braille como todos sabemos, é um sistema de leitura com o tacto para cegos inventado pelo francês Louis Braille no ano de 1827 em Paris. O sistema de Braille aproveita-se da sensibilidade epicrítica do ser humano, a capacidade de distinguir na polpa digital pequenas diferenças de posicionamento entre dois pontos diferentes.

A Oficina começou pois com o visionamento de um Powerpoint sobre o inventor da escrita em Braille: Louis Braille. Através deste PowerPoint os alunos e alunas tiveram a oportunidade de conhecer a história do menino que ficou conhecido por trazer a luz ao mundo da escuridão.

Louis perdeu a visão aos três anos. Quatro anos depois ingressou no Instituto de Cegos de Paris. Em 1827, então com dezoito anos, tornou-se professor desse instituto. Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, Louis Braille fez algumas adaptações no sistema de pontos em relevo, criando então um alfabeto legível por cegos.

Num segundo momento, os alunos escutaram atentamente a leitura de alguns dados sobre a vida deste génio feita pela nossa convidada, podendo aperceber-se da velocidade com que os seus dedos liam pelo papel. Parece inacreditável mas um cego experiente pode ler duzentas palavras por minuto.

Depois de observarem a máquina de escrever em Braille, que obriga a uma fascinante capacidade de memorização das várias possibilidades de combinação da sua meia dúzia de teclas, e de observarem também um telemóvel adaptado para cegos, ou seja, a cada toque numa das teclas, ouve-se uma mensagem de voz, deu-se início à Oficina de Braille.

  Primeiramente, a nossa convidada escreveu em Braille o nome de cada um dos meninos participantes que foram depois distribuídos por todos aleatoriamente. Posteriormente, após a projeção do alfabeto Braille e da explicação do seu funcionamento, os alunos e alunas, socorrendo-se também de uma ficha com o referido alfabeto, descobriram qual o nome que tinham decifrado. E aqui é claro servindo-se do sentido da visão.

A seguir veio um pequeno jogo de adivinhação: todos de olhos vendados, e por entre risadinhas, tocaram em objetos e tentaram adivinhar em que consistiam, uma tarefa que se revelou menos fácil do que parecia inicialmente.

Esta maravilhosa sessão terminou com a leitura de um excerto de O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry que os alunos escutaram sem pestanejar.




 Alertar os alunos para a multiplicidade de formas de comunicação é não somente uma forma de os enriquecer culturalmente, expandindo a sua perspetiva sobre o mundo que os rodeia, mas sem dúvida um caminho de preparação para a aceitação da diferença e da construção de uma sociedade muito mais inclusiva e tolerante. Também, e bem a propósito da proposta de leitura que nos trouxe a D.ª Nazaré Pestana, confirma-se a máxima do famoso livro que nos diz que tudo o que é essencial é invisível para os olhos. De facto, só se vê bem com o coração!

terça-feira, 15 de maio de 2012

LER ÀS ESCURAS



Algum tempo com uma pessoa invisual

Na passada sexta-feira, dia onze de Maio de 2012, foi uma senhora invisual à nossa Biblioteca Escolar. Ela começou a ficar cega gradualmente, ou seja ficou a ver cada vez menos até que ficou totalmente invisual. Quando isso aconteceu ela foi frequentar uma escola de Braille em Lisboa. Braille é um abecedário inventado pelo francês Louis Braille, no século XIX, o qual permitia às pessoas privadas de visão conseguirem ler. A célula Braille é formada por seis pontos distribuídos em duas colunas de três pontos e existem mais de sessenta combinações para formar o abecedário e a pontuação. O pai de Louis Braille trabalhava com objetos cortantes e pontiagudos. Louis sonhava ser como o pai. Um dia Louis experimentou uma ferramenta e esta saltou-lhe das mãos e acertou-lhe no olho esquerdo causando uma infeção que alastrou para o olho direito ficando totalmente cego. Como as letras ocupavam muitas páginas de livros e saía muito caro imprimi-los, resolveu inventar caracteres em relevo chamado Braille. Na Biblioteca Escolar ouvimos a D.ª Nazaré Pestana a contar-nos uma história em Braille. Fizemos também um jogo em que tínhamos de entregar o nome de alguém em braille à pessoa com esse nome. Fizemos um jogo em que tivemos de descobrir o que era algo com as mãos atrás das costas. A Biblioteca Escolar e a Professora Sandra Pratas estão de parabéns, pois aprendemos muito sobre esta escrita e leitura e passamos a dar mais importância à nossa visão.

Alexandre Figueiredo 4º G do CE2

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mensagem do Espaço

Supõe que, de repente, te convidam para fazeres uma viagem até ao espaço. Que recado deixarias à tua mãe para ela não se preocupar contigo?
Eu escrevi-lhe assim: "Querida mãe, lembras-te quando fui buscar o telefone de casa no dia vinte de abril? Precisava do telefone naquele momento e sabes porquê? Porque nesse momento estava a passar um anúncio que dizia: Que nome se dá a um conjunto de camelos? Quem souber ligue para o número: 246 590 855. Quem acertar ganha uma viagem grátis ao espaço! E eu marquei o número 246 590 855, e disse que era uma cáfila e acertei, e adivinha onde é que estou agora? No espaço, um beijinho muito grande da tua filha Mafalda e já agora não é preciso preocupares-te comigo, pois estou com a minha melhor amiga a Leonor e a mana Marta. Mafalda Veiga 4.º G

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

24 de novembro

O Dia de Acção de Graças é precisamente aquele momento do ano em que conscientemente agradecemos as coisas mais simples e maravilhosas da vida e procuramos estar junto daqueles que amamos.

No dia 24 de novembro, no seguimento das sessões de promoção de leitura que decorreram na semana de 14 a 18 do mesmo mês e que tiveram por base o livro A história dos Peregrinos de Katharine Ross, os alunos, professores, educadores e funcionários foram convidados pela Biblioteca Escolar do Centro Escolar N.º 2 a recriar o primeiro banquete do Dia de Ação de Graças que teve lugar em 1621. A ementa do dia consistiu em peru, puré de batata, e o delicioso milho, uma riqueza que os Nativos Americanos deram a conhecer aos Europeus. A todos os alunos foi distribuído uma bonita ementa em Português e Inglês.
Na tarde do mesmo dia realizou-se um lanche-convívio onde não faltaram as famosas tartes de abóbora - confecionadas pela Educadora Lurdes Correia e pela Professora Sandra Pratas com o precioso auxílio das assistentes operacionais D.ª Céu e D.ª Luísa.
Todos os alunos que compareceram vestidos à época receberam um certificado de participação e houve ainda prémios para as melhores indumentárias. O 1.º prémio, consistindo num bonito diário “Índio” foi entregue ao aluno Rodrigo Silva do 2.º D que a partir de materiais reciclados concebeu um criativo traje Nativo Americano. O segundo lugar ex aequo foi atribuído às alunas Maria Inês Clemente e Inês Colaço Ascenso do 4.º G que por sua vez receberam uma fantástica t-shirt da Rede de Bibliotecas Escolares.
Foi uma atividade divertida que sem dúvida contribuiu para a formação cívica dos alunos e os enriqueceu culturalmente.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Promoção da Leitura em novembro

No âmbito dos Projetos “Ler com prazer” e “Ler em dias de…” foram levadas a cabo na semana de 14 a 18 do mês de novembro sessões de promoção de animação da leitura em todas as turmas do JI e 1.º Ciclo do Centro Escolar N.º2 que tiveram como tema o Dia de Ação de Graças.



A actividade iniciou-se com a apresentação de figuras heróicas ou de referência para os alunos. Esta primeira fase da sessão serviu de ponte para introduzir os protagonistas da história que iria ser narrada. Assim, e depois de um breve enquadramento histórico, iniciou-se a narração de A história dos Peregrinos, numa adaptação abreviada do livro de Katharine Ross, acompanhada pelo visionamento das ilustrações de Carolyn Croll.
A história descreve como um grupo de Puritanos – Protestantes Ingleses – se lançaram ao mar rumo ao Novo Mundo, a América, em busca de liberdade religiosa, e imbuídos da esperança de fundar um mundo melhor. Não teriam sobrevivido nesse Novo Mundo inóspito sem a ajuda de um outro povo de raça e costumes diferentes, os Nativos Americanos. No final da actividade os alunos foram conduzidos a refletir sobre a importância de sermos agradecidos e de preservarmos um espírito de tolerância e solidariedade.
Após a narração procedeu-se a um pequeno concurso em que cada aluno retirou à sorte uma tira de papel com uma pergunta e tentou responder à mesma. Enquanto os alunos do Jardim de Infância, 1.º e 2.º anos pintaram desenhos ilustrativos desta comemoração, foi pedido os alunos do 3.º e 4.ºanos que redigissem uma reflexão em que deram graças pelos aspectos positivos das suas vidas.
Deixamos aqui um especial agradecimento aos alunos do Jardim de Infância que compuseram livros baseados na história que ouviram na Biblioteca.

Myebook - Thanksgiving Sala A CE2

Myebook - Thanksgiving Sala B CE2

Myebook - Thanksgiving Sala C CE2

Myebook - Thanksgiving Sala D CE2

Pretendeu-se com esta acção dar um exemplo forte de solidariedade em que pessoas de origem e raças distintas, pelo menos durante um período no tempo, souberam respeitar-se e coexistir pacificamente. Pretende-se igualmente, num mundo marcado pela crise económica e por um crescente pessimismo, relembrar os aspectos mais positivos da nossa existência e darmos graças pelos mesmos.
Se quiserem comprovar como a moral desta história foi assimilada pelos nossos pequeninos leitores, leiam aqui os maravilhosos textos que eles escreveram!
Neste dia tão especial dou graças aos meus pais por me terem alimentado e por me terem aceitado. Eu também dou um milhão de agradecimentos ao meu belo professor porque me ensinou muitas matérias. Também dou várias graças à biblioteca escolar por me dar muita informação e agradeço a todos que me aceitaram. Eu dou um monte aos meus pais, à biblioteca e ao meu professor. Rui Tiago Silva 4.º G

Neste dia tão especial dou graças aos meus pais por me terem dado à luz, alimentação, vestuário, uma casa e especialmente carinho e amor. Também dou graças ao meu professor que para mim é um segundo pai, dou graças às funcionárias lá da escola por nos protegerem, às bibliotecárias por nos porem a biblioteca à disposição. Não me posso esquecer de dar graças aos meus amigos por me apoiarem sempre que preciso. Eu dou graças por tudo. Filipa Miguel 4.º G

Neste dia tão especial dou graças à minha biblioteca porque é muito importante para mim bem como para muitas pessoas. Na biblioteca aprendemos muitas coisas e também descobrimos o mundo à nossa volta. Eu tenho muita pena das escolas que não têm bibliotecas escolares. As bibliotecas são muito nossas amigas. Maria Inês Clemente 4.º G

Neste dia tão especial dou graças por ter uma família com grande capacidade de trabalho nas suas profissões, para sustentar a casa e toda a família. Por toda a saúde e alegria que temos. Por termos sempre alimentos que nos dão vida, saúde para podermos praticar desporto e ter bom rendimento escolar. Também por ter habitação, conforto, roupa, água e electricidade. E por ter amigos de todas as nacionalidades. Por termos professores que nos ensinam dia a dia. Pedro Siopa 4.º G

Neste dia tão especial dou graças à minha família por ser bondosa e simpática, por estar sempre comigo. Dou graças aos meus pais por me darem carinho, por me darem uma casa, por ter saúde, por ter vestuário, por ter alimentos. Dou graças ao meu professor por me saber ensinar muito bem, dou graças às bibliotecárias da minha escola por serem criativas e simpáticas. E dou graças a todas as pessoas, por exemplo aos bombeiros, aos médicos, aos comerciantes, aos agricultores… Mafalda Correia 4.º G

Neste dia tão especial dou graças à melhor pessoa que já conheci, a minha bisavó Maria Augusta. Ele ajudou-me um dia a segurar uma ovelhinha minha. Ela morreu há algum tempo mas eu nunca a vou esquecer. Mesmo ela estando morta não deixa de ser a minha bisavozinha. Nunca te esqueço! Bianca Silva 3.º F

Neste dia tão especial dou graças pela minha família, por me tratar bem, por me dar carinho e muita coisa mais. Também por me terem posto nesta escola. Quero dar graças também à escola por terem a biblioteca. Quero dar graças a mesmo toda a gente, por ter amigos que me apoiam. Daniela Correia – 3.º E

Neste dia especial dou graças pela minha professora e pelos meus pais. A minha professora ensinou-me a escrever, a fazer contas e a contar, por isso é que lhe dou graças, e aos meus pais por tudo que eles me dão. Não me importo quando ralham comigo. Isso é um sinal de que eu fiz alguma coisa mal. E também lhes dou graças por aquilo que me dão. Muito obrigada pais e professora. Alexandre Romanov Agostinho 3.º F
Neste dia tão especial dou graças aos meus pais porque dão-me carinho, dão-me comida e dão-me tudo que eu preciso. Eles gostam muito, gostam muito, gostam muito de mim. Compram-me brinquedos, material escolar e compram-me coisas que eu preciso. Eu não podia ter pais melhores do que estes. São os melhores pais do mundo. Eu tenho muita, mas mesmo muita sorte por ter pais como estes. João Vasco Canadas 3.º E

Neste dia tão especial dou graças à minha mãe e ao meu pai por me darem comida, amor, paz, carinho, bem como tudo o que preciso. Quero recompensá-los com alguma coisa especial mas ainda não sei o que é. Obrigada mãe e pai. Leonor Alves 3.º E

Neste dia tão especial dou graças dou graças ao meu pai porque ele sempre me ajudou a aprender a nadar e a fazer trabalhos manuais como arcos e flechas, aviões de papel, bombas de água, jogos, e especialmente por me fazer companhia e brincadeira. Também à minha madrinha por guardar todos (a maioria) dos por meus livros, e roupa, brinquedos, e dar tanto carinho. A minha mãe é a minha heroína por ter cuidado sempre de mim e por me dar comida. Obrigada pai, obrigado mãe, obrigada madrinha. João Guilherme Esteves 3.º F

Neste dia tão especial dou graças à minha tia porque ela me salvou a vida. Eu estava a nadar e a minha tia foi a única que me viu a afogar-me. É por isso que eu lhe dou muitas graças. E também vou dar muitas graças ao meu primo por gostar tanto de mim e à minha família por me amar como eu a amo. E aos meus amigos que me dão confiança e alegria. E muito obrigada a todos. Carolayne Benvindo 3.º F

Neste dia tão especial dou graças à minha mãe e ao meu pai pelo amor e carinho e por tudo o que me dão. Gosto muito deles. Quero dar graças ao meu irmão que brinca comigo e que joga Wii comigo. O meu irmão brinca comigo aos Gormitis. Também quero agradecer à minha professora por me ter ensinado a ler e a escrever. Gabriel Ribeiro 3.º F

Neste dia tão especial dou graças à Laura. A Laura é muito amiga porque brinca comigo e faz muitas coisas engraçadas. Eu também gosto muito do meu irmão porque ele dá-me beijinhos e eu também lhe dou muitos beijinhos porque ele dá-me muitas coisas boas para mim. A minha mãe também dá-me muitos brinquedos. O meu pai também dá-me muitas coisas para eu brincar. E eu gosto muito da minha família e também vou ficar triste porque a minha avó vai para a América. À minha melhor família, obrigada! Beatriz Frazão 3.º E

Neste dia tão especial dou graças à minha avó e ao meu avô. Vou agradecer à minha avó porque ela ajudou a criar-me. Quando eu tinha cólicas eu estava sempre a chorar e ela dava-me colo e eu adormecia. Agradeço ao avô porque ele ajudou os pobres sem nada. Estou muito agradecido. Mauro Manuel Carreira 3.º F

Neste dia tão especial dou graças aos meus familiares porque me dão muitas prendas e alguns ajudam-me a fazer os trabalhos de casa e também brincam comigo e dão-me muito carinho. Também dou graças aos médicos porque quando estou doente eles ajudam-me. E também dou graça aos meus amigos porque brincam muito comigo e gostam muito de mim. Rodrigo Rodrigues 3.º E

Neste dia tão especial dou graças pela roupa maravilhosa que tenho porque antes os meninos não tinham roupa e passavam frio. Dou graças pela água quentinha quando tomo banho porque antes os meninos tomavam banho no barril de água fria. Dou graças pela minha família porque alguns meninos não têm família. Dou graças pela comida que tenho porque alguns meninos não têm e passam fome. Beatriz Lobato de Freitas 3.º E

Neste dia tão especial dou graças ao David. Ele é meu colega de mesa e ajuda-me. Ele usa óculos e tem cabelo loiro. Ele gosta de jogar à bola comigo. Leonardo Henriques 3.º E

Neste dia tão especial dou graças ao meu pai porque ele está na Suíça para termos uma casa nova. Dou graças à minha mãe que já tem o seu trabalho há onze anos para termos dinheiro que chegue. Dou graças aos médicos que estão a cuidar dos doentes para ficarem melhores. Dou graças à minha avó que me dá muitos mimos e abraços. Adriana Violante 3.º E

Neste dia tão especial dou graças à minha mãe que é especial em toda a minha vida e por proteger-me de tudo. Ela dá-me muito carinho e muita força para continuar. Muito obrigada mãe por tudo o que me deste de bom. João Nunes 3.º ano F
Neste dia tão especial dou graças ao meu querido avô paterno que foi maravilhoso para mim. Ele levou-me ao parque Constelação. O meu avô paterno para mim foi o melhor avô do mundo e do planeta terra. Eu, quando fui bebé, foi ele que me pegou ao colo. Muito obrigado avô. Adoro-te avô! Bruno Santos 3.º F

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Resumo do 3.º C

Depois de lerem algumas estórias de Xico Braga, um dos escritores convidados para a comemoração do Mês das Bibliotecas Escolares, a turma do 3.º C do Agrupamento Fernando Casimiro Pereira da Silva fizeram o seguinte resumo a partir de “As galinhas poedeiras”:
“Quando o autor da estória era pequeno viveu numa quinta onde havia uma capoeira com muitas galinhas. O menino, no fim da escola, gostava de brincar e, por vezes, de chatear as galinhas. Houve um dia em que abusou e pôs o galinheiro todo em alvoroço. A mãe ralhou-lhe e ele ficou de castigo mas não conseguiu compreender porquê. Ao ouvir a conversa da mãe com a vizinha percebeu que ao assustar as galinhas elas podiam passar a ser chocas e deixar de por os ovos que eram fonte de rendimento da família.
Apesar de tudo a mãe perdoou o menino e as galinhas continuaram a por ovos, o que o deixou feliz.”
3.º C / Professora Maria da Conceição Fonseca

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

“Cada leitor é um mundo, cada livro uma aventura”


Decorreu na primeira semana de aulas, mais propriamente no dia 16 de Setembro, a apresentação da Biblioteca Escolar do Centro Escolar n.º 2 aos alunos do Pré-escolar e do 1.º ano. Os alunos foram recebidos com um desafio: descobrir qual a profissão descrita num poema de José Jorge Letria e que rezava assim: Vivo cercado de livros/sem ter melhor companhia/ pois aquilo que os habita/ é o que me dá alegria. Outros versos cantavam: Nas prateleiras eu guardo/ o romance e a poesia/ do amor que tenho aos livros/ faço o pão de cada dia. Um aluno do Jardim de Infância surpreendeu com a sua resposta pronta: Bibliotecária!
Os alunos tiveram ainda a oportunidade de conhecer as regras de comportamento e de utilização da Biblioteca Escolar. De seguida foi dada a conhecer de forma simplificada a organização da Biblioteca por cores e números de acordo com as regras de classificação decimal universal.
Todos os alunos conheceram ainda “O Escritor do Mês” uma das rubricas mensais da Biblioteca Escolar, que em Setembro elegeu Alice Vieira. Inigualável ao nível da literatura infanto-juvenil, a autora conta com mais de trinta anos ao serviço da escrita. Rosa, minha irmã Rosa e sobretudo a coleção dos livros com cheiro captaram a atenção dos nossos visitantes.
E claro que a vinda destes nossos pequenos leitores teria de ser brindada com uma sessão de leitura inaugural. Assim, e no âmbito do Projeto de animação de leitura “Ler em dias de…” contou-se com voz doce “ A entrada para o Jardim-de-Infância” da coleção Pé ante pé. O impacto afetivo que rodeia a entrada no jardim de infância é incontornável. Procurou-se deste modo abordar o problema percorrendo as rotinas que poderão ser fonte adicional de conflito para as crianças, como a alimentação e o sono. Assim, as crianças foram convidadas a apontar comportamentos não adaptativos como o choro, o isolamento, na perspetiva de quem já os conseguiu ultrapassar. O livro aponta ainda os objectos de transição, a fraldinha, o peluche favorito, nos quais as crianças projetam uma enorme carga afetiva e que serve para estabelecer a ponte entre a casa e a escola. Também, o facto de a história apresentar uma estruturação do tempo em sequência é essencial para a aquisição da leitura e da escrita, já que dela dependem a memória intelectual e a compreensão leitora.
Da mesma forma, para os alunos que entraram agora para o primeiro ano do 1.º Ciclo, igual fonte de ansiedade para muitos alunos, foi utilizada a estratégia de conduzir a exploração da história no sentido de serem os leitores, num registo lúdico-pedagógico, a identificarem comportamentos desadequados ao contexto escolar. Através de uma leitura dramatizada, foi narrada a história dos premiados autores Tony Ross e Jeanne Willis: Odeio a escola! É sem dúvida uma história fantástica e divertida, cheia de peripécias e muita muita imaginação e que, segundo uma “professora primária devidamente identificada”, é “Um livro maravilhoso, que li de uma assentada!”… Assim, a narração de “era uma vez uma menina que não gostava de aprender, o seu nome era Ana Rita e queria ver a escola a arder…” divertiu a plateia e quem a contou!
Os alunos foram ainda brindados com um marcador de livros que esperamos que sirva também para marcar nas suas memórias o prazer da leitura, dando-se assim os primeiros passos conducentes à meta primordial de toda e qualquer biblioteca: a formação de leitores!